Coletivo Filé de Peixe: Conceitual Coletivo
Diferenciando-se de grande parte dos coletivos de arte, o Coletivo Filé de Peixe está junto há 11 anos. Dentre suas obras, que possuem temáticas predominantemente voltadas para a política e a sociedade, uma delas obteve grande destaque: combina a pirataria à crítica ao mundo artístico de maneira bem polêmica. Foi chamada de “Piratão”.
O Piratão consiste na cópia (e venda) de trabalhos de videoarte. Por conta disso, está intimamente ligado à trajetória do grupo, já que os integrantes costumavam exibir muitos vídeos nas manifestações que faziam. No migrar para a arte contemporânea, o grupo percebeu que precisaria lidar com ambientes que possuíssem vídeos, e não filmes (com os quais estavam mais acostumados); assim ocorreu o optar, quase que espontâneo, pela pirataria. O coletivo começou um levantamento de arquivos, mobilizando artistas e outros profissionais, e então lançaram o projeto pelo Brasil, em junho de 2009. Foi extremamente criticado, e ainda é. Apesar disso, graças ao seu planejamento bem formulado enquanto projeto de arte, não sofreu nenhum embate ou impedimento legal.
De fato, o “Piratão” é um trabalho de apropriação e ressignificação da arte apropriada. Mas eles não se apropriam da obra do artista; e sim do SISTEMA (a arte como um todo, as vendas...). Ele "esvazia" esse sistema e o reconstrói a partir da unidade inicial de vendas: as feiras (no caso, o “camelô”). Como explica o próprio Alex Topini, integrante do coletivo, a poética gira em torno da expressão da própria circulação da obra.
Ana Carolina Medeiros
Ana Luiza Reis
Bruna Aranha
Carolina Avila

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